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Doenças das carpas – um breve tratado

Doenças das Carpas Ornamentais

Embora já tenhamos abordado o assunto manutenção em outro post o mesmo esta diretamente ligado ao assunto de hoje – as doenças das carpas.

Todo ser vivo é passível de contrair uma doença e com as carpas isso ocorre da mesma forma.

Controlar o ambiente, no caso a água de nossos lagos, pode ser trabalhoso e até um pouco oneroso mas é possível e verdadeiramente o melhor jeito de prevenir as doenças.

 

Sintomas

Inicialmente vamos listar alguns sintomas para a partir daí falarmos sobre as doenças.

Embora alguns desses sintomas podem não representar uma doença ou uma ameaça mais grave é importante observamos nossos peixes periodicamente.

Os sintomas mais comuns:

Visíveis:

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Comportamento do peixe:

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  Ambiente

A lista acima foi retirada do programa de diagnóstico online que encontrei no site Daisuki que achei muito legal e vale a pena ser visitado.

Principais causas das doenças das carpas

Infecções

As doenças infecciosas são as doenças contagiosas, logo, são transmissíveis de uma carpa a outra.

Esse contagio pode ser:

  • direto – carpa encostando em carpa
  • indireto – onde o  agente infeccioso passa de uma carpa doente para uma sadia através da água, acessórios, plantas, e outros elementos presentes dentro do lago

Agente infeccioso é o nome dado para o agente causador da doença, que pode ser um vírus, uma bactéria, um protozoário, um fungo, ou um metazoário.

A prevenção de todas doenças infecciosas consiste basicamente em normas de biossegurança:

  • quarentenário
  • higienização adequada
  • fornecedores confiáveis
  • adquirir carpas livres de doenças
  • utilizar água de boa qualidade nos lagos
  • utilizar filtros e equipamentos eficientes para seu lago
  • ter uma boa manutenção periódica
  • ofertar ração de boa qualidade
  • rações com imunoestimulantes e funcionais
  • oferta de alimentos na quantidade e na frequência correta
  • acompanhamento regular com profissional habilitado testes de equipamentos e da água

Os agentes patogênicos mais comuns em lagos são:

PARASITAS

Tricodinídeos

Os tricodinídeos são protozoários ciliados muito comuns em carpas.

São encontrados geralmente parasitando pele e brânquias.

São de tamanho microscópico no entanto causam um estado de coceira na carpa e irritação na brânquia.

Em águas com bastante matéria orgânica e principalmente durante mudança de estações (quando aumenta a temperatura), surtos desses parasitas podem ocorrer.

Embora carpas imunossuprimidas ou com outras doenças possam ser mais afetadas por Tricodinídeos, esse parasita pode aparecer em carpa saudáveis também.

No Brasil já foram descritas duas espécies parasitando goldfish (Carassius auratus) (Martins et al. 2012), a Trichodina nobilis e a Trichodina reticulata, contudo existem pelo menos 9 espécies que podem parasitar carpas e que ainda não foram descritas no Brasil.

Sinal clínico: Carpas com comportamento de flashing assim também como aumento de movimento opercular.

Diagnóstico: Raspado de pele e brânquia e observação de Trichodinas em microscópio.

Prevenção: Sistema de filtragem adequado de preferência com UV ou ozônio.

Epistylis

É um protozoário bastante comum de pele.

É de tamanho microscópico entretanto formam colônias que criam um aspecto macroscópico.

Geralmente após a formação das colônias de Epistylis na pele, a bactéria oportunista Aeromonas hydrophila faz sinergismo com esse parasita e causa a doença da lesão vermelha.

Sinal Clínico: inicialmente são vistos pequenas placas brancas na pele, que evoluem para placas maiores, de cor branco-amarronzado, geralmente circundados por um halo vermelho contudo, pode evoluir para eriçamento de escamas, ulceração da pele e ascite.

Diagnóstico: Raspado de pele e observação de Epistylis em microscópio

Prevenção: Sistema de filtragem adequado de preferência com UV ou ozônio.

Monogeneas

São os parasitas mais comuns de pele e brânquias de carpas koi no Brasil.

São metazoários (animais), do filo Platyhelminthes.

Os dois mais importantes grupos de monogeneas são os dactilogirídeos, que são ovíparos e os girodactilídeos, que são vivíparos.

Os fatores de risco para esses parasitas são:

  • Baixa qualidade da água
  • alta densidade de peixes
  • peixes com outras doenças ou imunossuprimidos

Sinais clínicos: comportamento de coceira, aumento de muco da pele e brânquia,  hemorragias e mortalidade.

Diagnóstico: Raspado de pele e brânquia e observação de Monogêneas em microscópio, embora seja mais dificil.

Prevenção: Sistema de filtragem adequado de preferência com UV ou ozônio.

Ictio

O parasita Ichthyophthirius multifiliis é o protozário ciliado mais popular de peixe.

Conhecido como ictio ou doença do ponto branco, esse parasita pode ser encontrado na pele ou brânquia.

Pode ter tamanhos variados, desde microscópico até 1-2 milímetros.

Várias espécies de peixes podem ter esse parasita, logo, revendedores que trabalham com múltiplas espécies são os principais responsáveis pela disseminação desse parasita para carpas.

O ciclo do parasita é de aproximadamente 21 dias, então o tratamento tem que quebrar o ciclo do parasita.

Outros parasitas

Outros parasitas importantes, contudo menos comuns em carpas koi no Brasil:

  • Piscinoodinium pillulare (pele e brânquia, microscópico, doença do veludo)
  • Cestódeos (intestino, macroscópico, tenia da carpa)
  • Nematódeos (intestino, macroscópico)
  • crustáceo Argulus sp. (pele, macroscópico).

BACTÉRIAS OPORTUNISTAS

Na pele e intestino há uma grande diversidade de bactérias que num ambiente homeostático, elas têm funções benéficas para os peixes.

Em condições de imunossupressão, infestações parasitárias, má qualidade de água, problemas nutricionais, estresse e lesões mecânicas, essas bactérias proliferam-se e causam problemas de saúde.

Essas bactérias podem ser Gram positivas (Streptococcus, Enterococcus, Lactococcus, Vagococcus) ou Gram negativas (Aeromonas, Cytrobacter, Edwardsiella, Flavobacterium, Pseudomonas, Vibrio, etc), e é importante saber identificar qual a bactéria para então decidir qual antibióticoterapia utilizar.

Os sinais clínicos são muito similares entre as bactérias e em geral causam letargia, anorexia, natação errática, lesões hemorrágicas, úlceras e necrose cutânea, ascites, abcessos, necrose brânquial, exoftalmia e alta mortalidade.

Outras doenças bacterianas menos comuns são as micobacterioses.

DOENÇAS FÚNGICAS

As doenças fúngicas são pouco comuns também, sendo as 3 mais importantes são:

  • Saprolegniose
  • Branchiomicose
  • Aphanomicose

Saprolegniose

Doença causada pelo fungo Saprolegnia spp.

Esse fungo é comumente encontrado em matéria orgânica em decomposição.

Caso o peixe tenha alguma lesão de pele (ferida), esse fungo fixa-se nessa lesão e produz filamentos de hifas que se projetam da ferida lembrando algodão, sendo assim, é uma doença secundária.

Devido a isso, a saprolegniose é também conhecida como doença do algodão.

Branchiomicose

Doença causada pelo fungo Branchiomyces sp.

Acomete as brânquias e tem aspecto similar a Saprolegniose.

Casos subclínicos (sem sinais clínicos aparentes) só podem ser identificados por técnicas histopatológicas.

Aphanomicose

Doença causada principalmente pelo fungo Aphanomyces invadans.

É conhecido como síndrome epizoótica ulcerativa e causa granulomas micóticos em pele, músculo esquelético e órgãos internos.

Os sinais clínicos são ulcerações cutâneas com crescimento fúngico no local (assemelhando a Saprolegniose), apatia e perda de apetite. Causa a maior taxa de mortalidade entre 18-22°C.

DOENÇAS VIRAIS

As doenças virais mais importantes em carpas koi no Brasil são:

  • CyHV1 (Cyprinid herpesvirus 1)
  • CEV (vírus do edema da carpa).

CyHV1 tem o nome popular de varíola da carpa ou pox da carpa, mesmo não sendo um poxvírus.

Os sinais clínicos acontecem nas temperaturas mais frias (abaixo de 21 °C).

Sinais clínicos: Placas brancas parecendo vela derretida sob a pele, ocasionalmente podendo gerar neoplasias cutâneas. Não causa mortalidade em carpas adultas.

Diagnóstico: O melhor diagnóstico é feito utilizando a técnica de PCR e histopatologia.

CEV é um vírus recentemente descoberto, da família poxvirus.

Tem como nome popular vírus do sono da carpa, devido a letargia causada pelo vírus na carpa.

Os sinais clínicos acontecem em temperaturas acima de 20 °C, e são mais severas em carpas mais jovens.

Sinais clínicos: letargia (aspecto de dormindo), apatia, anorexia, necrose branquial.

Diagnóstico: O melhor diagnóstico é feito utilizando a técnica de PCR.

Outro vírus que têm no Brasil, é o CyHV3 (Cyprinid herpesvirus 3, conhecido como koi herpesvirus),.

Têm sinais clínicos parecidos com o CEV e acontece na mesma temperatura.

O SVCV (vírus da Viremia Primaveril da Carpa), já foi descrito no Brasil, acontece em temperaturas baixas de 10-17 °C, e os sinais clínicos são parecidos ao das bactérias oportunistas.

DOENÇAS NÃO INFECCIOSAS

As doenças não infecciosas são as doenças não transmissíveis.

De fato acometem um ou poucos animais do lote, mas pode acometer todos se houver uma fonte comum, como por exemplo excesso de amônia na água.

Das doenças não infecciosas comuns, temos:

  1. Relacionadas com a qualidade de água;
  2. Lesões por predadores;
  3. Nutricionais;
  4. Genéticas;
  5. Contaminações e intoxicações.

DOENÇAS RELACIONADAS COM A QUALIDADE DE ÁGUA

Qualquer alteração das características fisico-químicos da água de maneira rápida será danosa para o peixe.

Para verificar a qualidade de água há vários equipamentos e kits químicos para verificar temperatura, pH, amônia, oxigênio dissolvido, etc.

Aclimatação

Aclimatações feitas de maneira apressada levarão a mortalidade dos peixes.

A maneira correta de aclimatar é ir misturando aos poucos a água do lago/aquário que o peixe vai ocupar, com a água do saco em que está o peixe, fazendo isso de maneira lenta e gradual.

Quando a porcentagem de água do lago/aquário for maior que a água do saco em que está a carpa será seguro liberar o peixe para o lago/aquário.

Essa mistura de água vai igualar a temperatura, pH e outras componentes químicos da água.

A água misturada do saco de transporte deverá ser descartada.

Como regra de ouro nunca devemos introduzir água vindo de outros lagos ou aquários em nossos sistemas.

Também é recomendado um uso de anticéptico nessa água de aclimatação para promover a desinfecção dos novos peixes.

Existem produtos prontos para pequenas quantidades e pode-se usar o azul de metileno para tal finalidade para grandes quantidades de peixe e água.

A utilização do azul de metileno deve ser feita durante a aclimatação dos peixes e a mistura deverá proporcionar uma coloração azul médio/escuro que irá clareando a medida que colocamos a água do lago no saco ou balde.

Oxigênio

Oxigênio é um dos gases essenciais à vida dos vertebrados, incluindo aqueles que vivem na água.

A água é pobre em oxigênio, e quanto mais quente ela, ou com maior salinidade, menor é a sua concentração.

Uma carpa de 1 kg consome, numa temperatura de 30°C cerca de 300 mg de oxigênio por hora, isso significa que em uma água com 3 mg/L de oxigênio, é necessário pelo menos 200 litros de água sem oxigenação externa para mantê-la durante 2 dias.

Pouco oxigênio na água será visualizado com as carpas boquejando continuamente na superfície da água, e localizando-se próximo a quedas d’água.

Carpas com lesões nas brânquias fazem o mesmo comportamento.

As carpas são bastante resistentes para sobreviver em ambientes com baixa concentração de oxigênio (hipóxia), mas elas vão apresentar sinais de estresse crônico e aumento de doenças se tiverem que viver nesse tipo de ambiente.

Intoxicação por amônia/nitrito/nitrato

Os peixes, como todo ser vivo, precisam de aminoácidos, lipídeos, açúcares e minerais provindos de sua dieta para produzir energia, crescer, reproduzir, enfim, para viver.

A degradação de aminoácidos para gerar energia (catabolismo) gerará amônia, que será excretada principalmente pelas brânquias (90%) e em menor quantidade pelos rins.

Para poder excretar a amônia (NH3), as brânquias precisam acidificar levemente entre os filamentos brânquiais para que essa amônia possa ser convertida em amônio (NH4+) e possa ser excretada por difusão facilitada (do meio mais concentrado para o menos concentrado).

Caso o pH esteja por volta de 9, é praticamente impossível criar esse microambiente mais ácido entre os filamentos brânquiais, sendo assim, o peixe morrerá por não conseguir excretar amônia.

Caso o ambiente estiver com alta concentração dessa amônia (NH3), ele também não consegue excreta-la. Devido a isso, essa amônia é chamada de amônia tóxica.

Em água com alta concentração de amônia tóxica (NH3), os peixes não irão se alimentar, vão apresentar letargia, hiperventilação, não vão crescer, podem apresentar quadros de hiperexcitabilidade, convulsão e morte.

Quanto mais elevado o pH e temperatura, maior será a conversão de amônio (NH4+) em amônia tóxica (NH3), sendo assim, a mensuração da amônia total (NH4+ + NH3) tem que ser em conjunto com a mensuração da temperatura e pH.

No meio ambiente aquático, amônio será convertido em nitrito (NO2-) por bactérias do gênero Nitrosomas spp.

Nitrito é menos tóxico que a amônia tóxica, mas ainda sim, alta concentração deste pode levar a uma resposta de estresse aguda a crônica, apresentando brânquias amarronzadas.

Acontece geralmente em tanques novos, pois as bactérias que degradam o nitrito (Nitrobacter ou Nitrospira) demoram mais tempo para serem ativadas.

Outra causa é por alta densidade de peixes, falha dos filtros biológicos, utilização de medicamentos e/ou químicos que irão aumentar a concentração de amônia tóxica, e esta é tóxica para as bactérias que degradam a nitrito, elevando assim sua concentração.

Rações com alta concentração de ácido ascórbico ajudam os peixes a sobreviver em ambientes com alta taxa de nitrito.

O nitrito será convertido em nitrato (NO3-) por bactérias do gênero Nitrobacter ou Nitrospira.

Em altas concentrações, pode gerar uma situação de estresse crônico, contudo, é um componente bem menos tóxico que a amônia tóxica ou nitrito.

Intoxicação por amônia/nitrito/nitrato pode levar os peixes a ter comportamentos anormais, brânquias pálidas a amarronzadas e estresse agudo/crônico, facilitando assim o surgimento de outras doenças e podendo haver mortalidade.

PH

Variações de pH da água muito rápidas e intensas irão matar os peixes.

Carpas que vivem em faixa de pH inadequadas (diferente de 7) terão estresse crônico, sendo mais susceptíveis à doenças.

Caso o pH abaixe para menos de 5 (ambiente extremamente ácido) os peixes apresentarão hiperativos, produzindo bastante muco, aumento do movimento do opérculo e possivelmente levará a mortalidade se não for feito nenhuma atitude de corrigir o pH.

Como toxicidade por amônia está relacionada com pH e temperatura, pH mais elevado aumentará a toxicidade da amônia, levando os peixes a mortandade.

DOENÇAS GENÉTICAS

As doenças genéticas são anormalidades anatômicas e fisiológicas que ocorrem devido ao alto grau de homozigose entre os reprodutores.

Pode ocorrer falta de nadadeiras, falta de opérculo, deformidades de coluna espinhal, etc.

A seleção genética feita baseando-se em combinações de cores, conformação corporal e taxa de crescimento para as carpas koi é sugerida de estar associada com deformidades de esqueleto.

Outros fatores, como nutrição inadequada, infecções, larvas expostas a altas temperaturas podem ser causas de deformidades do esqueleto.

Em geral, peixes com qualquer anormalidade física não devem ser adquiridos.

NEOPLASIAS

As neoplasias podem ser tanto de origem genética, como alguns podem ser devido a infecções virais, como visto na CyHV1, e outras tem causas indeterminadas.

CONTAMINAÇÃO E INTOXICAÇÃO

A contaminação mais comum é por Cloro (Cloramina).

Os peixes vão apresentar uma resposta de estresse de crônico a agudo, com aumento do movimento opercular, podendo ficar mais facilmente doentes ou haver mortalidade em massa de peixes do lago.

Caso isso aconteça é necessário que as carpas sejam colocadas em água livre de cloro e altamente oxigenadas imediatamente.

Trate a água com anti-cloro, de acordo com  a proporção do produto que for usar.

Uma grande gama de toxinas podem afetar peixes, sendo que algumas são mais tóxicas para os animais aquáticos que para os animais terrestres.

Inseticidas, herbicidas e nicotina são letais para a maioria de espécies de peixes.

Os sinais clínicos variam de acordos com a contaminação, e podem estar associadas com eventos de chuvas (para os lagos externos).

Prevenindo Doenças em Carpas

Doença é uma condição anormal, onde ocorre uma disfunção de alguma estrutura e quebra da homeostasia (equilíbrio dinâmico da vida), afetando um organismo todo.

Em geral, para se desenvolver uma doença em um ser vivo, é necessário que um agente causador esteja em contato com um hospedeiro susceptível, em um determinado ambiente propício para que esse agente possa proliferar e causar a doença.

Essa tríade epidemiológica demonstra que para prevenir uma doença contagiosa, deve-se:

  • eliminar ou evitar o agente (utilização de fármacos, quarentenários, biossegurança)
  • aumentar a resistência do hospedeiro ao agente (vacinação, ração com imunoestimulantes)
  • tornar o ambiente hostil ao agente (manter a qualidade de água, ou dependendo do caso, elevar a temperatura do ambiente para combater certas infecções virais).
doencas carpas
Figura 1. Tríade Epidemiológica

Com efeito podemos tomar o excesso de alimentação como uma das causas mais comuns.

A sobra de alimento na água eleva o nível de amônia assim como submete os peixes a um estresse crônico, devido a ação lesiva da amônia na pele e brânquias.

Essas lesões e estresse inicialmente fazem com que o peixe se alimente menos.

Como resultado tem menor energia para nadar e se defender de infecções (diminuição da imunidade).

Além disso, se essa a taxa de amônia permanece alta sobe também o nível de matéria orgânica.

Como resultado bactérias comensais da água e na pele dos peixes, que antes não causavam nenhum problema para a saúde deles, agora se proliferem descontroladamente.

Com efeito isso ocorre devido ao excesso de alimento disponível na água (matéria orgânica).

Assim, nesse ponto, o sistema ficou desequilibrado, comprometendo a saúde dos peixes e aumentando a susceptibilidade a potenciais agentes patogênicos.

Quando se chega nessa condição, a melhor opção, nesse caso, é chamar um profissional apropriado para diagnosticar corretamente a doença, medicar remédios em dosagem adequada e frequência apropriadas.

Independente disso, a prevenção deve ser feita sempre, o mais importante é utilizar uma quantidade correta de ração.

A fim de melhores resultados preventivos, rações com alta digestibilidade e com compostos retentores, que diminuem a excreção de amônia para o sistema aquático ao mesmo tempo que aumentam a imunidade do peixe devem ser escolhidas.

Independente de todas essas prevenções, sistemas de filtragem eficientes são verdadeiramente essenciais para garantir uma alta qualidade de água, o que também dificulta o desenvolvimento de agentes indesejados em seu ambiente.

Espero te ajudado a esclarecer esse importante assunto.

 

Oficina do Peixe

A Oficina do Peixe Lagos, Aquários e Peixes Ornamentais, atua a 15 anos no mercado sempre buscando o que existe de mais moderno em soluções estéticas e sistemas de filtragem para garantir o melhor custo-beneficio e qualidade do mercado.

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